Eclâmpsia: a famosa ‘febre do leite’


Categoria: Saúde

Autor(a): Alexandra B. Kraychete | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 25/11/2013 - 09:00

“Qualquer fêmea está sujeita a apresentar tal problema, contudo as nervosas e tensas são as mais suscetíveis à doença”
Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Eclâmpsia: a famosa ‘febre do leite’


Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Eclâmpsia: a famosa ‘febre do leite’


A eclâmpsia, também conhecida como tetania puerperal ou “febre do leite”, é uma patologia emergencial, pois o cão pode correr risco de morte. Desenvolve-se após a perda acentuada de cálcio no leite durante o período de amamentação, o que leva a uma hipocalcemia.

Qualquer fêmea está sujeita a apresentar tal problema, contudo as nervosas e tensas são as mais suscetíveis à doença, principalmente no momento logo após o parto. Frequentemente é observada em pequenas cadelas com grandes ninhadas, aproximadamente duas a quatro semanas após a parição. Porém, pode acontecer em diversos tipos de cadelas e gatas.

Pode ocorrer em qualquer fase depois do nascimento dos filhotes, mas os sinais geralmente aparecem quando estes já estão com duas ou três semanas de vida. Costuma se reproduzir nas próximas gerações da gata, ou seja, se uma fêmea sofre desta doença, pode passar para alguma de suas filhas.

Sintomas
A fêmea pode apresentar nervosismo, tremor muscular local, rigidez dos membros (tetania) e convulsão logo após o parto. A diminuição do cálcio pode levar a taquirritmias cardíacas e catarata. A hipocalcemia e a hipofosfatemia severas, que se desenvolvem junto ao pico de lactação (1 a 3 semanas pós-parto), provavelmente são resultados de um desequilíbrio entre as taxas de entrada e saída do “pool” de cálcio extracelular.

Prevenção e tratamento
Leitores da Cães Amigos, para evitar a ocorrência da eclâmpsia, basta alimentar a fêmea corretamente e dar um suplemento à base de cálcio. O ideal é fornecer ração para os cãezinhos de boa qualidade, até que desmame a ninhada, podendo ser adicionada de cálcio. 

Dietas suplementares de cálcio e vitamina D provaram ser úteis na prevenção de recidivas em certas cadelas. Porém, manter sua cadela livre de parasitas, em boas condições físicas e com acompanhamento veterinário desde o próprio dia do acasalamento é ideal. No caso da percepção dos sinais, o veterinário deve ser chamado imediatamente para que realize a administração endovenosa e lenta de uma solução de cálcio orgânico.                                                   

Alexandra B. Kraychete é médica veterinária da Renal Vet.
(CRMV-RJ 10557)