Cálculo urinário: seu cãozinho tem?

Categoria: Saúde

Autor(a): Silvia Parisi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 25/11/2013 - 09:39

Saiba quais cuidados deve-se ter com cães que apresentam cálculos urinários

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Cálculo urinário: seu cãozinho tem?

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Cálculo urinário: seu cãozinho tem?

Os cálculos urinários ou urólitos (“pedras” - foto) ocorrem com frequência em cães e se formam na bexiga e uretra. Já os cálculos localizados dentro dos rins (“pedra no rim”) são bem mais raros. A formação do cálculo se dá a partir do aparecimento de cristais na urina. Esses cristais podem ter diversas composições (uratos, oxalato de cálcio, fosfato triplo, sílica e cistina). Por fatores ainda não totalmente conhecidos, os cristais começam a se agrupar formando o cálculo. 
           
Além de uma predisposição (“tendência”) que alguns animais têm em formar os urólitos, existem fatores que contribuem para o aparecimento deles. Entre eles estão: infecções urinárias, deficiência de vitamina A, dieta alimentar e retenção de urina. Neste último caso, cães que não urinam dentro de casa devem ser levados para a rua pelo menos 3 vezes ao dia para que não retenham a urina por muitas horas.

         A idade em que os cálculos aparecem com maior frequência está entre 1 e 6 anos e é mais comum em machos. Uma vez formado o cálculo, o cão pode apresentar um ou mais sinais clínicos. Os mais comuns são: sangue na urina, dificuldade de urinar (gotejamento de urina), não conseguir urinar (obstrução das vias urinárias), dor abdominal, apatia e falta de apetite.

           
O diagnóstico dos cálculos urinários pode ser feito pela simples palpação da bexiga (diagnóstico de cálculos grandes) e histórico do cão, mas é interessante proceder a exames complementares como ultrassonografia, raio-X e exame de urina.

Como tratar?
           O tratamento é cirúrgico, pois, normalmente, o cálculo é muito grande, havendo uma obstrução completa das vias urinárias (no caso de o animal não conseguir urinar) ou uma grande quantidade de cálculos. São raros os casos em que o animal consegue expelir a ‘pedra’, mas isso demanda tempo e muito sofrimento.

           Após retirado, o cálculo deve ser analisado para se conhecer a sua composição. A partir daí, será instituída uma terapia para prevenção do aparecimento de novas “pedras’. O pH urinário deve ser ajustado (dependendo da composição do urólito), a dieta controlada e a ingestão de água deve ser estimulada para que sempre haja um grande fluxo de urina, evitando-se assim a chance dos cristais se unirem novamente. Antibióticos também são usados.

           É bom saber leitor da Cães Amigos, que os cães que já tiveram cálculos ou são predispostos ao seu aparecimento (apresentam cristais na urina) devem fazer o tratamento preventivo e serem monitorados através de exames de urina frequentes.

Silvia Parisi é médica veterinária.
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