Cães militares

Categoria: Treinamento

Autor(a): Jornalismo Top.Co. | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 27/11/2013 - 14:19

O capitão veterinário Carlos de Almeida Baptista Sobrinho, do 2º Batalhão de Polícia do Exército, é o responsável pelo canil militar daquela Unidade do Exército para cães.
Foto Meramente ilustrativa: Divulgação  Cães militares

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Cães militares

Formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o capitão Sobrinho é pós-graduado pela Universidade de São Paulo e possui vários cursos de Adestramento, Comportamento e Cinotecnia, inclusive no Exterior, onde fez o curso de treinador de cães detectores de explosivos. O Exército Brasileiro possui, atualmente, cerca de 300 cães em suas Seções de Cães de Guerra em todo o Brasil.

O termo “cães de guerra” é usado para cães de empregos militares, cujas atividades vão desde as funções de cães policiais, como patrulhamento, policiamento de pessoal, guarda de instalações militares, detectores farejadores de drogas, explosivos, etc.) até o treinamento para emprego em ações de combate.

Segundo ele, o treinamento normalmente se inicia a partir do primeiro ano de vida dos animais, após criteriosa seleção, e é mantido durante toda a carreira do cão, até a sua aposentadoria, o que acontece normalmente com 8 anos de serviço, sendo o cão mantido no Canil da Corporação até o final de sua vida.

“Não achamos correto doar ou nos desfazermos dos cães depois da aposentadoria, achamos melhor mantê-los no canil, onde eles conhecem a rotina e o ambiente, além de termos a certeza de um acompanhamento digno, no momento mais crítico de sua vida”, defende o veterinário.

Treinamento intenso sem comprometer a integridade física dos cães

Os Cães de Guerra treinam pelo menos 50 minutos por dia – horários divididos ao longo do dia, segundo o responsável pelo adestramento, durante os treinamentos, que são executados pelos militares que trabalham na Seção. O objetivo é treinar os cães e ensinar os soldados a fazê-lo, não submetendo os animais a exercícios que possam comprometer a saúde e integridade física deles.

“Para nós, do Exército Brasileiro que estamos comprometidos com o princípio das cinco liberdades, ou seja: manter nossos animais livres de fome e de sede, livres do desconforto ambiental e social, livres do medo, livres de doenças e livres para demonstrar seu comportamento natural, não é interessante que o animal corra riscos desnecessários, afinal de contas, ele antes de tudo é um ser vivo e um patrimônio público”, declara ele.

Todos os cães recebem os treinamentos necessários à função que irão desempenhar. Quando solicitado um trabalho onde o cão precisa se apresentar, antes de sua saída, é feito um trabalho de “reativar” na memória do cão aquilo que será preciso utilizar na atividade. Além de toda a estrutura para treinamento, o 2º Batalhão de Polícia do Exército conta também com canis, ambulatório veterinário, sala de cirurgia, farmácia, depósitos de rações e equipamentos, salas de aula, etc.
 

Homenagem póstuma

Também os cães de guerra já falecidos têm seu trabalho prestado reconhecido, sendo homenageados em uma sala onde estão as urnas com as suas cinzas, devidamente identificados, uma parceria com a empresa Pet Memorial, e os seus troféus e medalhas.

Além destas atividades, a Seção de Cães de Guerra do 2º Batalhão de Polícia do Exército também atua com ONGs, empresas e Prefeituras Municipais em Campanhas de Vacinação e Castração, além de proporcionar atendimento veterinário aos animais da comunidade onde está localizada sua unidade.

A Cães Amigos agradece ao capitão Carlos de Almeida Baptista Sobrinho por ter nos recebido e concedido entrevista.

 

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