Treinamento Canino

Categoria: Treinamento

Autor(a): Jornalismo Top.Co. | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 28/11/2013 - 10:05

Proteção de patrimônios e de pessoas garantida por cães
Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Treinamento Canino

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Treinamento Canino

Bernhard Flinks retornou ao Brasil, convidado pelo Unidogs, ministrando um Curso de Treinamento de Profissionais e seus Cães, em SP no 2º BPE (Batalhão de Polícia do Exército) de Osasco, cujos presentes (mais de 120), policiais (civis e militares) e praticantes do Schutzhund receberam certificado internacional de participação. Schutzhund é composto de duas palavras: Schutz – Proteção e Hund – Cão, portanto Schutzhund é a Prova do Cão de Proteção; Schutzhund é um esporte que tem muitos adeptos no mundo inteiro e o berço deste esporte é a Alemanha. Nos últimos anos, o esporte tem evoluído muito no Brasil e ano a ano vem ganhando muita força. É uma prova dividida em três seções: A – Faro, B – Obediência e C – Serviço de Proteção – como um triatlon de cães.

Bernhard Flinks é treinador de cães há 30 anos, responsável pelo treinamento dos cães policiais do Estado de Hamburgo na Alemanha. Seu treinamento consiste em treinar oficiais de polícia para emprego e proteção policial do patrimônio público e social utilizando cachorros. Essas atividades específicas consistem em detecção de bombas, drogas, cadáveres e todo o trabalho K9.

A programação de Flinks contou com dois seminários (do dia 12 a 14 e de 16 a 18). O primeiro seminário consistiu em resolver e treinar a obediência e proteção em Schutzhund, onde os participantes puderam conhecer as diferentes maneiras de observar e solucionar os erros de treinamento dos cães.

O segundo enfatizou a proteção militar dos cães adestrados para o trabalho ou cães policiais, onde a abordagem era preparar esses cachorros, através de testes, para viver situações de tensão reais.
A técnica empregada por Flinks em seus cursos influenciou fortemente na mudança de conceito de treinamento, principalmente em seu estado natal. É uma forma de poder selecionar (princípio de seleção) cães para várias funções, sem em nenhum momento perder a responsabilidade civil.

E como está o treinamento de cães no Brasil?

No Brasil, o emprego de cães é uma realidade, mas ainda muito criticado, pois na cabeça de nossos administradores, o emprego dos cães gera medo em vez de solução. Por isso, o investimento é quase nulo. As iniciativas são pessoais, profissionais pagam cursos do próprio bolso, cães não são adquiridos, são aceitos de doação e doação.
K9 é uma abreviação de Canine. O emprego policial de cães data dos anos de 1800, mas em 1900 é que, na Alemanha, os cães ganharam notoriedade e destaque. O termo K9 foi originado durante a Segunda Grande Guerra, em que  EUA, Inglaterra e Alemanha utilizaram cães nos mais diversos empregos: Cães de Patrulha, Cães Farejadores, Cães Suicidas, Cães Pára-quedistas, etc.

O serviço K9 da polícia paulista foi durante uns 40 anos o mais reconhecido do Brasil, e o do Batalhão de Polícia do Exército foi um dos melhores nas décadas de 80 e 90. Atualmente, sofre com as constantes quedas de verba, apoio dos superiores e governos.

Hoje, uma entidade que está investindo é a Administração Penitenciária, mas são iniciativas pessoais de diretores interessados em melhorar o sistema e evitar fugas e rebeliões. Outro caso está sendo nos campos de futebol, onde não mais escutamos ou vimos invasões após os cães retornarem ao policiamento in loco.

No esporte, esta técnica surge como um apelo esportivo para atrair novos adeptos. Alguns países, como a Alemanha, a França, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e o Japão, investem muito nesta área policial. O Brasil, leitores da Cães Amigos, está caminhando a passos largos, mas as leis impedem um uso mais efetivo desta força.

Segundo o treinador alemão, o Brasil tem uma característica muito específica no segmento de treinamento de cães (para polícia), “várias situações perigosas que podem utilizar cães treinados e que as leis não permitem este uso”. Na opinião de Flinks, é preciso desenvolver melhor esta área para que o Brasil possa contar mais e com a ajuda de mais cães para a proteção das pessoas.

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