Ataques de porcos-espinhos a cães são cada vez mais frequentes

Categoria: Cuidado

Autor(a): Equipe Hospital Veterinário Batel | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 28/11/2013 - 10:27

Médico veterinário explica como agir em caso de ataque a cães
Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Ataques de porcos-espinhos a cães são cada vez mais frequentes

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Ataques de porcos-espinhos a cães são cada vez mais frequentes

Mais normal do que se imagina, os ataques de porcos-espinhos contra cães são cada vez mais frequentes.  Na maioria dos casos, leitores da Cães Amigos, os cães são atraídos pelo movimento do animal e, como qualquer outro caçador, atacam o porco-espinho por instinto, assim, acabam sendo atingidos pelos espinhos.

“Esses espinhos, na verdade, são pelos modificados, extremamente duros e que servem como uma forma de defesa do animal”, explica o médico veterinário Eros Luiz de Sousa, responsável pelo Hospital Veterinário Batel. 

De acordo com o médico, os espinhos são liberados quando o cão encosta no animal. “Esse pelo duro se fixa na pele e na musculatura do pet. Na ponta de cada espinho existem minúsculas farpas que tornam a retirada mais difícil e dolorosa para o cão. Por isso, o ideal é que o dono não tente retirar os espinhos sem o auxílio de um veterinário”, aconselha. 

O principal problema dos ataques, segundo o veterinário, é extrair os espinhos rapidamente, pois se não forem retirados, poderá haver uma inflamação ou uma infecção na região. “A retirada deve ser feita com muito cuidado para evitar que eles quebrem e fiquem presos dentro do corpo do animal atacado. Após essa extração, os pacientes, geralmente, recebem antibióticos e anti-inflamatórios para controlar os efeitos do acidente”, afirma.

O médico indica que, depois do ataque, o dono do animal deve levá-lo imediatamente a um veterinário, pois dependendo do tamanho do cão e do local atingido, o espinho pode perfurar estruturas vitais, como os olhos.

“É preciso tomar cuidado, pois qualquer cão pode ser atingido, mesmo aqueles que vivem dentro de casa. Às vezes, em um parque ou em um local de mata, é comum encontrar essa espécie de animal e os cães geralmente são curiosos e querem interagir, o que pode desencadear no ataque”, alerta.

Outro fator que pode influenciar no aumento dos ataques é a ocorrência frequente de queimadas. “Nesses casos, os animais silvestres procuram abrigo longe do fogo e acabam invadindo a área urbana”, explica Sousa.