Cães inteligentes, donos felizes

Categoria: Estilo de Vida e Viagem

Autor(a): Divulgação | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas | 05/12/2014 - 17:00

Contato com os donos e brinquedos educativos aceleram o desenvolvimento da inteligência dos cães 
Imagem meramente ilustrativa Foto: Divulgação

Imagem meramente ilustrativa Foto: Divulgação

Cada raça canina tem suas características, habilidades e limitações. Algumas se destacam mais pela facilidade em realizar tarefas e comandos, mas com treinamento, ferramentas corretas e atenção do dono é possível desenvolver a inteligência de qualquer cão, respeitando seus instintos.

“Segundo pesquisas, cães podem ser tão inteligentes quanto crianças de dois anos de idade. Entre as raças que mais se destacam nesse quesito podemos citar o Border Collie (sendo que alguns membros da raça são capazes de entender até 200 palavras), Poodle, Pastor Alemão, Golden Retriever e Doberman”, afirma Karine Raile, veterinária especialista em comportamento. Em virtude disso, os cães da raça Border Collie são muito utilizados nas apresentações de agility (esporte destinado especialmente a cães e proprietários que adoram liberdade, velocidade e desafios).

É possível estimular a inteligência do animal, utilizando ferramentas como os brinquedos educacionais para cães. Além de servirem como entretenimento, ajudam no raciocínio, promovem os instintos mentais do cachorro, criam mais equilíbrio em sua vida e reduzem problemas comportamentais e de estresse.

“Os brinquedos interativos estimulam diversos instintos inerentes ao cachorro, que geralmente não são utilizados no seu dia a dia. Esses brinquedos aproximam o cão do seu estilo de vida ancestral, aprimorando suas habilidades cognitivas e sociais em busca de comida, pois os mesmos funcionam como um jogo na busca de petiscos. Exercitando essas aptidões, o cão melhora sua memória”, exemplifica a veterinária.

Para que seu pet faça algo sozinho, porém, é preciso treinamento, paciência e carinho. “O treinamento é fundamental para educar e ensinar os cães a viverem harmoniosamente com pessoas e outros animais. Ele deve ser prazeroso para o cão e deve ser acompanhado de estímulo positivo, por meio de exercícios físicos e mentais, respeitando a habilidade ou dificuldade de cada raça. Há cães que se adaptam ao agility, enquanto outros naturalmente são aptos ao resgate.”

Os laços de carinho entre os seres humanos e os pets estão cada vez mais intensos, o que tem levado à humanização dos animais. O excesso de mimo, porém, não pode prejudicar os instintos naturais do cão. “Não há problema em mimar, desde que haja um equilíbrio. Muitos dos produtos disponíveis no mercado também facilitam a vida cheia de compromissos dos donos”, diz a especialista. Segundo ela, não há nada de errado em adquirir itens que embelezem a casa ou ter coleiras cheias de charme. “A dica é ter bom senso e sempre se perguntar se determinado produto pode fazer mal à saúde do pet, se vai incomodá-lo, se contraria sua natureza, e, sobretudo, se é realmente necessário”, conclui.