Pets (cães, gatos, entre outros) auxiliam em terapias assistidas

Categoria: Saúde

Autor(a): Ivan Dognani | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 21/11/2013 - 14:34

Os resultados da interação entre pacientes e animais, como por exemplo cães, podem aparecer já nos primeiros dois meses de tratamento
Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Pets auxiliam em terapias assistidas

Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Pets auxiliam em terapias assistidas

Confira abaixo uma matéria feita exclusivamente para o site da Cães Amigos!

Os pets passaram a ser utilizados em terapias assistidas e podem trazer vários benefícios aos pacientes. Em parceria com veterinários e especialistas do segmento pet, a Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) atua na conscientização dos benefícios da relação entre o homem e os animais de companhia. Através de diversas pesquisas ficou comprovado que os resultados positivos podem ser obtidos já nos seis primeiros meses de terapia assistida com a presença de um animal. Eles contribuem de diferentes maneiras, mas em todos os casos funcionam como uma ponte entre o terapeuta e o paciente, seja para facilitar na adesão a um protocolo terapêutico, no uso de medicações ou na continuidade de uma psicoterapia.
O cão é o animal mais frequente nesse tipo de terapia devido ao desenvolvimento de habilidades comuns às dos humanos ao longo de sua trajetória evolutiva e também pelo entusiasmo das pessoas que convivem, educam e admiram as qualidades dos parceiros caninos. “Os cães combinam capacidades únicas: o companheirismo, a habilidade de reconhecer os estados emocionais dos humanos e a possibilidade de ajudar em tarefas de forma interativa e solícita”, afirma a Dra. Ceres Faraco, veterinária parceira da Comac. A presença dos animais de companhia deve ser incluída sempre que haja um planejamento terapêutico integrativo, em que o animal faz parte das conquistas dos objetivos.
Nestes casos eles passam a agir como ajudantes, abrindo um canal de comunicação emocionalmente seguro entre o médico e o paciente, pois há grande possibilidade de os sentimentos e experiências serem projetados no animal. Além de contribuir para que seja extinta uma possível resistência para se iniciar algum tipo de tratamento. O avanço pode ser percebido logo nos primeiros dois meses de trabalho, quando relacionado a aspectos psicossociais, como no desenvolvimento de habilidades sociais, empatia, coesão e incremento de interações sociais. Já naqueles em que há desenvolvimentos específicos da saúde mental ou em aprendizagem, os avanços gradativos  aparecem ao longo dos primeiros seis meses de inclusão de animais como terapia complementar.
Em relação às restrições, a Dra. Ceres afirma que podem ocorrer devido a questões do animal e do paciente. Pacientes com doenças transmissíveis ou com comportamentos opositores, violentos ou impulsivos podem representar um risco ao animal. A inclusão de pets nestes contextos, algumas vezes, não é recomendada e, em outras, somente com muita cautela e supervisão. Além disso, há pacientes em condições de imunossupressão e em imunodepressão, para estes é necessária uma decisão médica sobre o benefício do contato. Em alguns casos, pacientes que têm a resposta imunitária atenuada por uma enfermidade podem ser beneficiados se estiverem simultaneamente com quadros depressivos. Mas cada caso deve ser analisado em suas particularidades.
 
Ivan Dognani
Assessor de imprensa da Holofote Comunicação